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domingo, abril 17, 2011

(d)essas paixões noturnas...


ele: neném, comprei três livros e vou ficar pobre pra sempre. gastei 150,00...

eu: hum...

ele: comprei ' modernismo' do peter gay, que causou polêmica; comprei 'só garotos' da patti smith; e comprei 'daspu', do flavio lenz

eu: vc fez um ótimo investimento... qual é a da polêmica?

ele: tomara que sim! causou polêmica porque a comunidade acadêmica ficou "aloca brasil" com a abordagem dele sobre o tema... pelo menos foi o que eu li na internet. muitos concordam. muitos não... enfim...

eu: entendi... isso acontece com alguma freqüência. comunidade acadêmica se inflama à toa. somos uns dodoizinhos mal-cicatrizados, qualquer esbarrão já rompe as casquinhas e começa a rolar aquela nojeira: pus pra todo lado, inchaços, dores, etc.
às vezes, umas amputações seriam mais pertinentes.

ele: MAUSMASUASMAUMS

eu: mas, sofrimento intelecutal também é cool... porque é erudição se debater entre assombrações e outras esquizofrenias, incluindo divindades, demônios, políticas, movimentos sociais e outras fantasmagorias....

terça-feira, julho 20, 2010

é fica assim não.
faz isso mesmo!
você pode fazer tanta coisa melhor,
não se prive de oportunidades por causa de amor...

afinal o tempo e a convivência são ótimos remédios!

matam o amor.
ou o fazem nascer

mas, tão logo podem matam
péssimas parteiras que são.
talvez se trabalhassem separadamente...
é como diz um antigo ditado vampiresco:
"criança com muitas parteiras nasce morta."

terça-feira, maio 18, 2010

pipocas



Ele: tem mais casas pra colcar em ordem?

Eu: espero que tenha. não quero q essa seja a única... a última (pra não pecar por olho-grande). república pra sempre nem dá certo... mesmo q seja com os melhores amigos do mundo. além do mais, ainda quero casar comigo.

Ele: comigo?

Eu:hehehehe. pode ser o próximo da lista! primeiro eu pretendo casar comigo mesmo.

Ele: mesmo?

Eu: mesmo. nunca se sabe...neh?

Ele: é.

Ainda não escolhi o sentido do diálogo.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

(andré)²

-- bando de machistas, misógenos escrotos! (to revoltado..)
-- fica naum. eu entendo vc, eh um artista
-- heeheheheh... artista? tah...
-- qer se expressar...
-- isso é pq eu quero contar algo pra alguém. não sei quem aí conto pra todo mundo!
-- putz...

quarta-feira, janeiro 13, 2010

diogolo - porque a poética não abandona a razão



a razão é uma paralítica. dessas que não tem tato algum, nem na pele nem pra falar. não é muito amargurada, ela sempre foi assim - nunca sentiu nada.

a poetica é sinestésica. dessas que misturam tudo e ficam hiper-sensíveis a qualquer coisa, das que lhe tocam a pele e das que não fala. essa é amargurada, e sempre foi assim - ela é muda.

a poética é enfermeira da razão. a poética, apesar da amargura é muito espiritualizada. coitada, nunca abandonou a razão. sempre a acudiu, afinal a razão não faz nada, não sente nada. só fala e organiza - e issos ela faz demais.

razão e poética dividem um segredo: são telepatas (apenas entre si) - pelo menos elas acreditam piamente nisso. a poética experimenta tudo, tem seus arrombos de exageros perceptivos, se angustia e amargura por não conseguir falar. olha desesperada a razão, telepatas que são, razão tenta consolar a amiga expressando o que sua telepatia captou, mas a razão nunca sentiu não sabe do que fala.

a poética se consola em ver a razão falar de suas sensibilidades. e volta a oferecer experiências pra razão organizar.
a esses momentos de consolação elas chamaram poesia,conforta a razão que não sabe do que fala, acalma a poética que é muda e nunca poderia falar do que sabe.

a poética é surda.

no celular

ele: amanhã a vida vai me sorrir!
eu: será que ela ainda vai ter dentes?
ele: (estoura de rir)
eu: a vida parece comida que passa fácil do ponto. vou inventar uma coisa a respeito.
ele: inventa sim...

a conversa continuou. a vida também...

por falar nisso,

a vida é um filé de peixe: é complicado de temperar; fede antes disso; salga fácil e se desatento, passa do ponto.

acompanha bem arroz branco e jejum de quaresma.

vida: porque não se pode ter outra coisa.

segunda-feira, setembro 29, 2008

genuflexório


tenho de confessar.
não sou adepto da terapia de grupo.

na realidade devo ser sociofóbico, na era do ménage-à-trois eu insisto em manter contrato de exclusividade.

de qualquer forma me intriga e digresso sobre o número 8.

desde o começo do ano passado eu dizia q o ano de 2008 seria um ano maluco.

2008 seria o ano da cintura alta! (acertei pra variar..) então tudo iria acontecer (et voilá!)

o 8 nos arcanos menores do tarô de marselha costuma simbolizar o infinito.
a plenitude alcançada após o período de espera, o 7.

há 8 meses comecei. há 8 meses fiz aniversário. dia 26 (2+6=8!) foi um dia lindo. foi fecundo e maravilhoso. cheio de gente importante e acontecimentos extraordinários.

foi o pior dia da minha vida.

nos arcanos maiores o 8 é a justiça.
é a carta relacionada a meu arcanjo protetor.
minha mãe disse-me pra rezar.

ela segura uma balança. pondera.

ela segura uma espada. executa.

tenho ponderado tanto.
tenho tendado retardar as execuções.

mas 8 é infinito.
e em menos de 250 dias eu já vivi o que não vivi em 4 anos.
acho q tenho mais 4 até o sol entrar em sagitário.

do meio desse infinito. dessa época importante e esperada, eu me sinto dum jeito que nunca quis me sentir.

e de repente certezas em relação as pessoas não são mais tão simples como a certeza do 8 ser o ano da cintura alta.

bem... não acredito em determinismo aritimético mesmo.

aviso aos navegantes: ceticismo não cola cacos.

terça-feira, agosto 05, 2008

i don´t think...


hoje fiz algo que nunca imaginei ser tão pazeroso.

apagar mensagens de quem a gente ama do celular.

em breve pulo pra faixa 3.



quem sabe um dia não corto um linho e faço um casaco de renoir?

A.

(antiguidade furtada de euqueromolhodejiló.blogspot.com)