O triste do fim é a saudade.
A noite traz a saudade do Sol brilhando.
A manhã nos faz sentir falta da Lua.
E a gente se acha dono das coisas,
das pessoas, dos momentos, de nós mesmos...
Quando a gente acorda,
descobrimos que nada temos.
E nem a saudade é nossa.
Como se a rua, por ser pública,
não nos coubesse ali.
Como se nosso corpo, por ser vivo,
nos rejeitasse permanecer aqui.
Como se as pessoas, por serem amadas,
não abrissem espaço para nós.
Mas, principalmente, como se nós mesmos
nos renegássemos e quiséssemos fugir
de tudo que somos, pensamos e sentimos.
Numa ânsia insana de saudades.
Que é o triste de todo fim,
mas também a euforia do começo.
domingo, agosto 21, 2011
domingo, abril 17, 2011
(d)essas paixões noturnas...
ele: neném, comprei três livros e vou ficar pobre pra sempre. gastei 150,00...
eu: hum...
ele: comprei ' modernismo' do peter gay, que causou polêmica; comprei 'só garotos' da patti smith; e comprei 'daspu', do flavio lenz
eu: vc fez um ótimo investimento... qual é a da polêmica?
ele: tomara que sim! causou polêmica porque a comunidade acadêmica ficou "aloca brasil" com a abordagem dele sobre o tema... pelo menos foi o que eu li na internet. muitos concordam. muitos não... enfim...
eu: entendi... isso acontece com alguma freqüência. comunidade acadêmica se inflama à toa. somos uns dodoizinhos mal-cicatrizados, qualquer esbarrão já rompe as casquinhas e começa a rolar aquela nojeira: pus pra todo lado, inchaços, dores, etc.
às vezes, umas amputações seriam mais pertinentes.
ele: MAUSMASUASMAUMS
eu: mas, sofrimento intelecutal também é cool... porque é erudição se debater entre assombrações e outras esquizofrenias, incluindo divindades, demônios, políticas, movimentos sociais e outras fantasmagorias....
quinta-feira, dezembro 23, 2010
AGORA NÃO
Se eu morresse agora,
eu morreria feliz.
Mas não!
Eu quero a vida quente
doce, frágil, feroz
Afinal ainda não
escrevi uma árvore
não tive um livro
nem plantei um filho.
Há um universo a viver!
eu morreria feliz.
Mas não!
Eu quero a vida quente
doce, frágil, feroz
Afinal ainda não
escrevi uma árvore
não tive um livro
nem plantei um filho.
Há um universo a viver!
sábado, novembro 27, 2010
PÚLPITO
Quebraram o meu nome
na esquina agora.
Perdi alguma coisa.
Não sinto meus pés.
Sinto muito.
Agora é tarde.
São seis da manhã.
Eu gritanto aos sete ventos:
Bom dia, meus irmãos!
na esquina agora.
Perdi alguma coisa.
Não sinto meus pés.
Sinto muito.
Agora é tarde.
São seis da manhã.
Eu gritanto aos sete ventos:
Bom dia, meus irmãos!
quarta-feira, novembro 17, 2010
FESTA DA CARNE*
Ela, quase nua no meio da rua.
Uma aquarela pintada em carmim.
Boca sedenta, minha carne engolia
num frenesi que febril me fazia.
Naquele dia, sentia daquela noite
um gozo pueril de um velho leão.
Eu era um brinquedo
nas mãos da donzela.
Me quebrava a costela
com seus lábios voraz.
Ardia na fina chuva,
no meio de todo o povo
numa noite de carnaval.
* Para matar a vontade de Leonardo Rander, que não gosta da minha prosa.
Uma aquarela pintada em carmim.
Boca sedenta, minha carne engolia
num frenesi que febril me fazia.
Naquele dia, sentia daquela noite
um gozo pueril de um velho leão.
Eu era um brinquedo
nas mãos da donzela.
Me quebrava a costela
com seus lábios voraz.
Ardia na fina chuva,
no meio de todo o povo
numa noite de carnaval.
* Para matar a vontade de Leonardo Rander, que não gosta da minha prosa.
terça-feira, julho 20, 2010
é fica assim não.
faz isso mesmo!
você pode fazer tanta coisa melhor,
não se prive de oportunidades por causa de amor...
afinal o tempo e a convivência são ótimos remédios!
matam o amor.
ou o fazem nascer
mas, tão logo podem matam
péssimas parteiras que são.
talvez se trabalhassem separadamente...
é como diz um antigo ditado vampiresco:
"criança com muitas parteiras nasce morta."
segunda-feira, junho 14, 2010
MANHÃ GENTIL
A rua desaba na cabeça de quem passa.
Um vazio insuportável de segurar.
São seis e meia da manhã de quarta.
Um mendigo dança sozinho no meio da rua.
Observo o vapor sair da minha boca.
Pessoas saem da padaria sonolentas.
O sol ilumina, preguiçoso, as ruas.
O som recomeça a existir, enfim.
Ouço meu amigo imaginário dizer:
"Bom dia!"
Um vazio insuportável de segurar.
São seis e meia da manhã de quarta.
Um mendigo dança sozinho no meio da rua.
Observo o vapor sair da minha boca.
Pessoas saem da padaria sonolentas.
O sol ilumina, preguiçoso, as ruas.
O som recomeça a existir, enfim.
Ouço meu amigo imaginário dizer:
"Bom dia!"
terça-feira, maio 18, 2010
pipocas
Ele: tem mais casas pra colcar em ordem?
Eu: espero que tenha. não quero q essa seja a única... a última (pra não pecar por olho-grande). república pra sempre nem dá certo... mesmo q seja com os melhores amigos do mundo. além do mais, ainda quero casar comigo.
Ele: comigo?
Eu:hehehehe. pode ser o próximo da lista! primeiro eu pretendo casar comigo mesmo.
Ele: mesmo?
Eu: mesmo. nunca se sabe...neh?
Ele: é.
Ainda não escolhi o sentido do diálogo.
Assinar:
Postagens (Atom)