- O cálice!
- Eu não bebo mais!
- A porta!
- Deixe aberta, vá!
- A hora!
- Eu escolho, sim ou não...
Ela ainda era ela.
Eu já era um novo eu.
Ele queria o passado.
Nós estávamos em ritmos diferentes.
E tudo era uma paisagem.
Agora o tempo já foi embora.
A fotografia é tudo que resta.
- A vida!
- Ela é minha!
- A revanche!
- Deixa estar!
- O passado!
- Já passou!
E o tempo é só tempo.
As frases são só palavras.
E nós somos só amigos.
Pra que mudar?
quarta-feira, abril 07, 2010
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
(andré)²
-- bando de machistas, misógenos escrotos! (to revoltado..)
-- fica naum. eu entendo vc, eh um artista
-- heeheheheh... artista? tah...
-- qer se expressar...
-- isso é pq eu quero contar algo pra alguém. não sei quem aí conto pra todo mundo!
-- putz...
quarta-feira, janeiro 13, 2010
diogolo - porque a poética não abandona a razão
a razão é uma paralítica. dessas que não tem tato algum, nem na pele nem pra falar. não é muito amargurada, ela sempre foi assim - nunca sentiu nada.
a poetica é sinestésica. dessas que misturam tudo e ficam hiper-sensíveis a qualquer coisa, das que lhe tocam a pele e das que não fala. essa é amargurada, e sempre foi assim - ela é muda.
a poética é enfermeira da razão. a poética, apesar da amargura é muito espiritualizada. coitada, nunca abandonou a razão. sempre a acudiu, afinal a razão não faz nada, não sente nada. só fala e organiza - e issos ela faz demais.
razão e poética dividem um segredo: são telepatas (apenas entre si) - pelo menos elas acreditam piamente nisso. a poética experimenta tudo, tem seus arrombos de exageros perceptivos, se angustia e amargura por não conseguir falar. olha desesperada a razão, telepatas que são, razão tenta consolar a amiga expressando o que sua telepatia captou, mas a razão nunca sentiu não sabe do que fala.
a poética se consola em ver a razão falar de suas sensibilidades. e volta a oferecer experiências pra razão organizar.
a esses momentos de consolação elas chamaram poesia,conforta a razão que não sabe do que fala, acalma a poética que é muda e nunca poderia falar do que sabe.
a poética é surda.
no celular
ele: amanhã a vida vai me sorrir!
eu: será que ela ainda vai ter dentes?
ele: (estoura de rir)eu: será que ela ainda vai ter dentes?
eu: a vida parece comida que passa fácil do ponto. vou inventar uma coisa a respeito.
ele: inventa sim...
a conversa continuou. a vida também...
por falar nisso,
a vida é um filé de peixe: é complicado de temperar; fede antes disso; salga fácil e se desatento, passa do ponto.
acompanha bem arroz branco e jejum de quaresma.
vida: porque não se pode ter outra coisa.
ele: inventa sim...
a conversa continuou. a vida também...
por falar nisso,
a vida é um filé de peixe: é complicado de temperar; fede antes disso; salga fácil e se desatento, passa do ponto.
acompanha bem arroz branco e jejum de quaresma.
vida: porque não se pode ter outra coisa.
sexta-feira, janeiro 08, 2010
domingo, dezembro 20, 2009
A PARTIDA
Quando o trem foi embora
a estação ficou tão solitária
que as estrelas preferiram dormir,
ao invés de testemunhar a dor de quem
ficou pra trás num suspiro, apenas esperando
que os ponteiros nunca marcassem hora de dizer adeus.
a estação ficou tão solitária
que as estrelas preferiram dormir,
ao invés de testemunhar a dor de quem
ficou pra trás num suspiro, apenas esperando
que os ponteiros nunca marcassem hora de dizer adeus.
quarta-feira, setembro 30, 2009
terça-feira, setembro 29, 2009
De Sopetão
Não ter vergonha de escrever uma canção de amor
Não ter vergonha por não saber perdoar
Não ter vergonha de não saber se expressar
Não ter vergonha ao ser repetitivo quando podia apenas dizer...
Sim...
Não...
Te amo(?)
Não ter vergonha de ser sincero e falar de sopetão
Isso sim é paixão!
Não ter vergonha por não saber perdoar
Não ter vergonha de não saber se expressar
Não ter vergonha ao ser repetitivo quando podia apenas dizer...
Sim...
Não...
Te amo(?)
Não ter vergonha de ser sincero e falar de sopetão
Isso sim é paixão!
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